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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sou filha da madrugada




Sou filha da madrugada.
Rasguei o ventre materno
e, numa ânsia de viver
dei o meu primeiro grito à lua.
Abri meus olhos num vale humilde
e, mergulhei no mar da vida.

Naveguei por mares límpidos e serenos,
enfrentei tempestades d' alma,
arrastei-me em catastróficos tsunamis,
flutuei num mar de amor, puro e leal,
naufraguei em mares de incertezas,
velejei sem rumo ao sabor da corrente.

Debati-me com ondas feitas de desilusão, 
carregadas de dor e solidão.

Emergi das profundas águas salgadas,
como quem se desprende
de redes tecidas de medos,
dissabores e esquecimento...

Para de novo mergulhar, 
no mar profundo dos meus sentidos,
salgados por emoções e sensibilidades,
onde encontro a força e coragem
para enfrentar novas marés!!!


A.A.A.

7 comentários:

  1. A vida nos enriquece pelas experiências. O que mais nos toca, acredito, é o lado emocional afetivo, que tanto nos mexe o coração. Mas a vida é isso, um grande escola onde amar é a lição principal da nossa vida.
    Minha amiga, deixo um beijo em teu coração!!!

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  2. Temos sempre que buscar novas forças para enfrentar a vida, esses mares revoltos!
    SOmos fortes, só precisamos nos reabastecer sempre de sentimentos bons!
    Um beijo querida!
    Da Ju

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  3. Muito lindo!Adorei :D bjs da amiga Lili

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  4. que fofinho adoro poemas, beijo da amiga nonocas

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  5. Senti nos pés o pulsar da ilha
    Um farol avisa o longe do perto
    A lava encoberta na costa dormente
    Sete rumos e apenas um certo

    Neste Mar senti a vontade de prantear
    A nudez da noite no encontro do silêncio total
    Encobriu meu pranto das estrelas
    Uma zombeteira Lua marcou no dia o encontro final

    Mágico beijo

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  6. É com “Palavras” que pintarei sonhos
    Navegarei mares, voarei sobre o azul do Mar
    Aqui virei com elas pintadas de ternura
    Aqui deixarei um pouco do meu sonhar

    Foi um gosto aqui passar


    Terno beijo

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  7. Uma cama amarrotada pela passagem do amor
    Lençóis que aprisionam o calor
    Suspiros espalhados pelo chão
    Uma imagem santificada sustenta o louvor

    Uma pecadora ungida pela chuva
    A sorte e a morte em bravata eterna
    As ave marias que uma boca vomita
    Para no céu ser, clemente a sua pena

    Já não há xailes negros na ilha
    Já ninguém liga a agoiros
    O mar continua açoitar a costa
    Deixando despojos, tesouros

    Bom domingo

    Terno beijo

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